sábado, 13 de setembro de 2014

11 de setembro - Dia internacional da criança com síndrome de Down


A Criança com Síndrome de Down
         Sabemos que a síndrome de Down é classificada como uma deficiência mental. Durante muito tempo, o indivíduo que tivesse a síndrome era rotulado de incapaz e privado de oportunidades que seriam necessárias para o seu desenvolvimento e integração social.
A criança com síndrome de Down apresenta um desenvolvimento bem semelhante ao das crianças sem a síndrome. As etapas e os grandes marcos como: andar, falar, correr etc, são realizados, só que em um ritmo bem mais lento, devido a hipotonia que afeta toda a musculatura da mesma.
         Como qualquer pessoa, a criança Down é fruto de sua herança genética. Ela  apresenta dificuldades que são próprias da síndrome,  mas são superadas no decorrer do seu desenvolvimento. O seu modo de ser dependerá dos estímulos que são oferecidos no seu lar, da cultura de sua família e também das influências que recebe no meio onde está inserida.
      A criança Down deve frequentar a escola o mais cedo possível, pois isto lhe favorecerá um desenvolvimento melhor e  mais rápido, já que as outras crianças também estão em pleno desenvolvimento. Este contato e experiências próprias da infância são enriquecedores para ela e não há nenhum ambiente, por mais especializado que seja, capaz de superar o espaço da escola regular, onde podemos encontrar a diversidade cultural, a qual se bem trabalhada, proporciona excelente desenvolvimento a qualquer criança.
      Muitas crianças com síndrome de Down, são provenientes de famílias muito pobre e isto dificulta o seu desenvolvimento, já que não recebem todos os estímulos necessários que a síndrome demanda. Para estas crianças, a sua entrada no Ensino Infantil, representa um mundo novo, um horizonte sem limites. E para que realmente a escola  seja  um espaço de crescimento pleno do indivíduo, é necessário que deixemos de lado os preconceitos. Precisamos trabalhar bem  o  nosso aluno(a) real, a nossa classe heterogênea. E esse  é o nosso primeiro passo a ser dado para aceitarmos o (a) aluno (a) Down em nossa profissão e em nosso coração.

Fátima Alves - (1999) 

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